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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Praias "Zero Poluição" em 2019

Mäyjo, 05.05.20

No ano passado foram listadas 44 praias, em Portugal, como sendo praias limpas de poluição tendo sido classificadas como praias “Zero poluição”.

Mas o que significa ser uma praia “Zero poluição”?

Significa que, naquela praia, não foi detetada qualquer contaminação nas análises efetuadas ao longo das três últimas épocas balneares, de acordo com os parâmetros da legislação em vigor. Estas praias apresentaram valores zero ou inferiores ao limite de deteção em todas as análises efetuadas aos dois parâmetros microbiológicos controlados: Escherichia coli e Enterococos intestinais.

Como é feita essa seleção?

A Associação ZERO, baseada em de dados solicitados à Agência Portuguesa do Ambiente, identifica as praias que, ao longo das três últimas épocas balneares, não só tiveram sempre classificação “EXCELENTE” como apresentaram valores zero ou inferiores ao limite de deteção em todas as análises efetuadas aos dois parâmetros microbiológicos controlados e previstos na legislação (Escherichia coliEnterococosintestinais). Isto é, em TODAS as análises efetuadas não houve sequer a deteção de qualquer unidade formadora de colónias. Consideram-se três anos por corresponder ao período mínimo habitualmente requerido pela Diretiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 15 de fevereiro de 2006, relativa à gestão da qualidade das águas balneares, para se proceder à classificação da qualidade da zona balnear.

 

A análise foi feita pela Associação ZERO e concluiu que existiam 43 zonas balneares costeiras e uma interior, com ZERO poluição. Os concelhos com maior número de praias ZERO poluição foram Torres Vedras (10), Vila do Bispo (5), Praia da Vitória nos Açores (4) e Tavira (3).

Por ser extraordinariamente difícil conseguir um registo intacto, ao longo de três anos, nas zonas balneares interiores, muito mais suscetíveis à poluição microbiológica, listou-se apenas uma área balnear nessa situação – a praia de Montes, na Albufeira de Castelo do Bode, em Tomar.

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Fica aqui a listagem dessas praias.

Aljezur, Vale Figueiras

Angra do Heroísmo, Salga

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Angra do Heroísmo, Salgueiros

Esposende, Apúlia

Esposende, Ramalha

Faro, Barreta

Grândola, Aberta Nova

Grândola, Melides

Lourinhã, Peralta

Mafra, São Lourenço

Marinha Grande, Pedras Negras

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Marinha Grande, Praia Velha

Matosinhos, Pedras do Corgo

Peniche, Baleal Sul

Peniche, Baleal-Campismo

Porto Santo, Porto das Salemas

Praia da Vitória, Porto Martins

Praia da Vitória, Prainha

Praia da Vitória, Sargentos

Praia da Vitória, Zona Balnear dos Biscoitos

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Santiago do Cacém, Fonte do Cortiço

Sesimbra, Moinho do Baixo-Meco

Tavira, Cabanas-Mar

Tavira, Ilha de Tavira-Mar

Tavira, Terra Estreita

Tomar, Montes (única praia interior)

Torres Vedras, Amanhã (Santa Cruz)

Torres Vedras, Centro (Santa Cruz)

Torres Vedras, Física (Santa Cruz)

Torres Vedras, Formosa

Torres Vedras, Mirante (Santa Cruz)

Torres Vedras, Navio

Torres Vedras, Pisão (Santa Cruz)

Torres Vedras, Santa Helena

Torres Vedras, Santa Rita-Norte

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Torres Vedras, Santa Rita-Sul

Vila do Bispo, Almadena-Cabanas Velhas

Vila do Bispo, Boca do Rio

Vila do Bispo, Burgau

Vila do Bispo, Castelejo

Vila do Bispo, Cordoama

Vila do Conde, Labruge

Vila Nova de Gaia, Aguda

Vila Real de Santo António, Fábrica-Mar

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INVESTIGADORES DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO CRIAM “CHÁ” DE GRAFENO PARA EXTRAIR METAIS PESADOS DA ÁGUA

Mäyjo, 20.05.17

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À primeira vista parecem saquetas de chá e, na verdade, são. Mas ao contrário do que poderia pensar, estes saquinhos não servem para fazer infusões mas sim para descontaminar águas contaminadas com metais potencialmente tóxicos, como o mercúrio. Dentro das saquetas não há, por isso, folhas nem flores, mas óxido de grafeno, que os investigadores da Universidade de Aveiro (UA) descobriram ter a capacidade de purificar a água.

 

Os estudos feitos pela equipa de cientistas demonstraram que, com apenas dez miligramas de óxido de grafeno por cada litro de água contaminado com 50 microgramas de mercúrio, foi possível remover, ao fim de 24 horas, cerca de 95% desse metal perigoso para o ambiente e para a saúde humana.

“Não existe no mercado um produto que apresente as características deste”, assegura a coordenadora da equipa, Paula Marques, do Departamento de engenharia Mecânica da UA, cita o jornal online da instituição. “Foi já efectuada uma experiência comparativa com carvão activado, o material mais comummente utilizado para este tipo de aplicações, tendo o óxido de grafeno mostrado uma eficiência muito superior”, acrescenta a investigadora.

O novo produto foi apresentado no final de Junho na Semana Internacional do Grafeno 2015, em Manchester, e encontra-se já patenteado, tendo suscitado o interesse de algumas empresas portuguesas. Além da elevada eficiência na remoção de metais pesados da água, a principal vantagem do produto é a facilidade de síntese e o baixo custo de produto. Obtido a partir da exfoliação química da grafite, o óxido de grafeno pode ser produzido em grande escala.

O sistema inovador desenvolvido pela equipa de cientistas da UA – que além de Paula Marques é composta por Gil Gonçalves, Mercedes Vila, Bruno Henriques e Maria Eduarda Pereira – pode ser aplicado em locais sem infra-estruturas específicas para descontaminar águas com metais, nomeadamente o mercúrio, o cádmio e o chumbo. Basta colocar os saquinhos e retirá-los puxando pelo fio quando a limpeza estiver concluída.

“A ideia dos saquinhos de chá surgiu como forma simples, barata e eficaz para suportar a espuma de óxido de grafeno”, explica Paula Marques, indicando ainda que este suporte evita a dispersão das partículas de óxido de grafeno, que têm tendência a desagregar-se na água.

Esta nova aplicação ambiental para o grafeno dos investigadores da UA pode vir a ajudar a resolver o problema global da água contaminada com metais tóxicos, que é libertada nos sistemas aquáticos do planeta, pois nem os sistemas de descontaminação mais avançados e caros conseguem taxas de remoção como os saquinhos de chá de grafeno.

DEZ COISAS QUE NUNCA DEVE MANDAR PELA SANITA

Mäyjo, 29.01.17

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Todos sabemos que as toalhitas de bebé não devem ser atiradas pela sanita, mas existem outros produtos, objectos ou entidades alimentares que são encontradas, todos os anos, nos esgotos da cidade de Londres, Inglaterra.

 

Fique com uma lista de objectos mais – e menos – óbvios que não deve enviar, em nenhuma situação, pela sanita abaixo.

 

1.Gordura alimentar

Atirar gordura alimentar pela sanita abaixo é pôr-se em problemas – e às entidades gestoras das águas, também. Quando misturada com toalhitas de bebés e outros detritos, a gordura torna-se numa entidade quase indestrutível – a que os britânicos chamam Fatberg – provocando graves problemas nos nossos esgotos.

 

2.Preservativos

Não é fácil enviar um preservativo pelo esgoto abaixo, mas há muitas pessoas que o conseguem. Segundo Simon Evans, da Thames Water – que gere os esgotos de Londres – os preservativos podem ser vistos a boiar nos esgotos e têm de ser retirados à mão.

 

3.Animais de estimação

Não é brincadeira. Nos esgotos podem ser vistos peixes, atirados pelas pessoas que os compram e, depois, se fartam deles, mas também hamsters e ratos-do-deserto.

 

4.Fraldas

Se enviar um preservativo pela sanita é difícil, uma fralda é muito mais difícil. Ainda assim, há quem o consiga fazer.

 

5.Partes do corpo humano

Há bocados de dedos, dedos inteiros e até mãos nos esgotos de Londres.

 

6.Cotonetes e tampões

Ambos não se decompõem e podem formar bolas de algodão durante meses ou anos, bloqueando os esgotos. Depois, têm de ser retirados à mão.

 

7.Carros

Um dia, metade de um Mini foi retirada dos esgotos. É raro, mas aconteceu.

 

8.Tinta e resíduos de construção

A tinta é mais um produto que, claramente, não faz parte do esgoto nem do que vai pela sanita abaixo. Mas não é incomum lá aparecer.

 

9.Drogas

Sobretudo seringas, que para além de pouco higiénicas podem provocar graves lesões a quem anda pelos esgotos.

 

10.Comida

Se um pedaço de pão não causa problemas de maior, o mesmo não acontece se pedaços de osso ou até de um caroço de uma maçã forem enviados pela sanita.

 

Foto: Inga Munsinger Cotton / Creative Commons

CEM TONELADAS DE LIXO DESPEJADAS NAS MARGENS DO RIO YANGTZE, EM XANGAI

Mäyjo, 10.01.17

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Cerca de cem toneladas de lixo foram despejadas, no final do ano, nas margens do rio Yangtze, Xangai, e estão já nas instalações da maior reserva de água potável desta cidade chinesa. Produtos como agulhas, garrafas partidas e lixo doméstico foram encontrados nas margens do rio.

 

Informações avançadas pelo The Guardian indicam que dois navios foram responsáveis por este crime ambiental, ao despejaram cerca de cem toneladas de lixo nas margens do rio que banha Xangai. O ato criminoso teve consequências graves, já que a jusante do rio está localizado um reservatório de água que fornece água a cerca de 700 mil habitantes na região.

No local estão já algumas dezenas de trabalhadores a limpar o reservatório afetado, com as melhores estimativas a indicarem que só daqui a duas semanas a situação estará resolvida.

Este episódio vem reforçar o grave problema com a poluição que afecta a China nos dias que correm. Atualmente, perto de 80% da água usada em quintas, fábricas e habitações privadas chinesas não é própria para consumo, apresentando elevados níveis de poluição.

Foto: via Creative Commons 

 

DESCARGAS ILEGAIS ESTÃO A POLUIR O RIO ALMONDA, EM TORRES NOVAS

Mäyjo, 29.10.16

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A denúncia é feita pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, que alerta para o facto de estarem a ser feitas continuamente descargas ilegais na Ribeira da Boa Água, afluente do Rio Almonda, sem intervenção por parte das autoridades.

 

A situação é conhecida localmente no concelho de Torres Novas, com várias denúncias registadas desde o ano passado, que levaram a acções de fiscalização por parte do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Todas estas entidades detectaram problemas graves de poluição no Ribeiro do Serradinho e na Ribeira da Boa Água, afluente do Rio Almonda, no concelho de Torres Novas, mas até hoje a situação continua por resolver.

Alegadamente, a empresa Fabrióleo é apontada como a responsável pelas descargas ilegais de águas residuais, provocando segundo a Quercus “forte contaminação do Ribeiro do Serradinho com efeitos na degradação da qualidade da água das linhas de água a jusante da unidade fabril, nomeadamente da Ribeira da Boa Água até ao Rio Almonda.” O uso destas linhas de água está assim a ficar comprometida para a agricultura, para além das consequências negativas no ambiente e na saúde da população torrejana.

Em Setembro de 2015, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um Mandado à Fabrióleo, que determinou a suspensão imediata da licença de descarga e a proibição de descargas na linha de água. No entanto, as descargas continuaram. Na mesma altura foi também levantado um Auto de Embargo devido a obras realizadas em domínio hídrico e destinadas à ampliação da ETAR da unidade fabril, sem que existisse licença de construção. A Quercus avança que “as obras continuaram em crime de desobediência e houve participação ao Ministério Público, contudo a situação continua por regularizar.”

No local é neste momento visível “águas oleosas estagnadas, de cor alaranjada, a jusante da ETAR da Fabrióleo, enquanto que a montante do terreno da empresa a linha de água encontrava-se sem quaisquer vestígios de descargas de efluentes.”

Para a Quercus, as “entidades públicas têm adiado a tomada de decisões firmes”, apelando assim ao Governo, nomeadamente ao Ministério do Ambiente, ao Ministério da Economia e ao Município de Torres Novas, que sejam tomadas medidas urgentes para resolver esta situação.

Paralelamente, a associação ambiental associa-se também à petição pública “Salvemos a Ribeira da Boa Água”, criada pelas populações locais.